Matéria sobre Paulo Leme Filho no jornal de São João da Boa Vista

Advogado venceu o vício, publicou livro e divulga aplicativo no Dia Mundial de Combate às Drogas

Nesta terça-feira, dia 26 de juho, Dia Mundial de Combate às Drogas, das 19 às 22h00, o Grupo Amor Exigente, Ong Cara Limpinha e Clínica Unitel, com apoio do Conselho Municipal de Entorpecentes (COMEN), promovem uma Mesa de Debates. O evento acontece no auditório da Igreja de Cristo Pentecostal no Brasil, localizado na Rua Manoel da Costa Patrão, 71 – Jardim Fleming, região do bairro DER.  Entre os convidados da noite, estará o advogado Paulo Leme Filho, que vai dar testemunho como venceu o alcoolismo. O advogado é autor de um livro que conta sua história – superou o vício, quebrou o preconceito e rompeu o silêncio para se tornar um ativista de causas sociais. E mais, divulga aplicativo para ajudar pessoas e famílias na luta contra as drogas – EU ME IMPORTO.

 

Início do alcoolismo

Paulo Leme Filho conta que começou a beber com15 anos. “Matava aula para se divertir com os amigos.  A dependência é progressiva e lenta: quando eu menos esperava perdi o controle da minha vida. Passei a ter dificuldade de fazer as coisas, perdi o emprego e parei a faculdade. Minha vida se resumia a beber.”

Problemas da dependência

Com o vício, Paulo Leme Filho perdeu o emprego, passou por problemas de relacionamento, com a convivência familiar.  “A dependência mata a pessoas aos poucos. E quem está no vício tem uma interpretação distorcida da realidade. Na minha ótica eu sai da faculdade porque ela não estava boa. Perdi o emprego, mas ele era ruim. Eu sempre encontrava uma justificativa para meus atos e ela nunca era o meu vício”, relata o advogado.

Livros

Paulo Leme parou de beber há 21 anos e conseguiu retomar sua vida, mas enfrentava o medo do preconceito – “fiquei reservado com relação a abrir o anonimato por medo do preconceito e da desconfiança em relação ao meu trabalho. Só notei a necessidade de compartilhar minha história e ajudar outras pessoas quando meus filhos nasceram. Eu ia levar eles até a escola e via todas aquelas crianças e pensava quantas iriam ter contato com o álcool e desenvolver a dependência. Eu sempre digo que meus filhos mudaram minha forma de enxergar a vida. Entendi que compartilhar minha experiência podia ser útil e escrevi o primeiro livro. A partir dali comecei a ser chamado para dar palestras em escolas e a receptividade dos adolescentes foi incrível. Acho que porque ali eu estava de peito aberto, sem ter o objetivo de dar uma lição de moral ou pregar uma religiosidade.”

APLICATIVO QUE AJUDA VENCER O VÍVIO

O advogado relatou que após suas palestras era muito comum as pessoas me perguntarem de locais que oferecessem suporte para os dependentes e familiares que enfrentavam esse problema e era difícil ter esses endereços de prontidão. Surgiu então um APLICATIVO. “O aplicativo veio para suprir essa lacuna. Conectar os grupos que trabalham com essa temática com quem precisa de ajuda. Muitas vezes esses grupos funcionam em salas pequenas ou nos fundos de igrejas e não são tão divulgados. Muitos trabalham ainda com os familiares dessas pessoas, que sofrem e por vergonha não têm com quem conversar”, afirma.

Eu me Importo

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas cresce a cada ano no Brasil. Estamos entre os 10 países onde há maior consumo de álcool do mundo. Uma pesquisa realizada pela Unifesp em 2017 mostrou que jovens (entre  21 e 25 anos) abusam mais do álcool que a média dos brasileiros: 43,4% contra 18,4%.

Com ações direcionadas para a prevenção do alcoolismo e da dependência química, a ONG Movimento Vale a Pena lançou uma ferramenta inédita para facilitar o acesso a grupos de apoio no estado de São Paulo: o aplicativo Eu me Importo.

A ferramenta está disponível para download em sistema Android e reúne, pela primeira vez, mais de cinco mil endereços de organizações e também informa os dias e horários das reuniões. O app também está disponível nos sites do movimento: www.movimentovaleapena.org.br e www.vaivalerapena.net.br

A pessoa interessada em acessar os grupos deve baixar o aplicativo e inserir o seu endereço ou o CEP de via próxima onde está ou do local de trabalho. “O Eu me Importo  não solicita nome e informações pessoais, preservando o anonimato. Portanto, não há perigo de vazamentos por se tratar de uma ferramenta de consulta e não de captação de dados”, esclarece o fundador da ONG, Paulo Leme Filho.

Ele explica que o app se insere no conceito da mobilidade urbana, pois agrupa associações gratuitas e informa os endereços próximos à localidade onde a pessoa está, evitando grandes deslocamentos.

Entre os grupos de apoio indicados estão: Alcoólicos Anônimos (AA), Narcóticos Anônimos (NA), Associação Antialcoólica do Estado de São Paulo, Amor-Exigente, Al-Anon e Nar-Anon.  Paulo Leme Filho reforça que o AA, por exemplo, existe há mais de 70 anos no Brasil. “Indicamos  apenas como dar o primeiro passo. Não emitimos  juízo de valor sobre qual é o melhor grupo. O que fazemos é colocar à disposição os endereços de entidades sérias, renomadas e gratuitas”.

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